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Musicoterapia |
| Matéria
gentilmente cedida por
Lucy Santos |
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A
musicoterapia é considerada uma ciência paramédica que estuda a relação do
homem com o som/música. "A influência fisiológica e psicológica do som no
cérebro traz inúmeros benefícios à pessoa".
A musicoterapia, através da pesquisa sobre a vida e o ambiente ao qual
está inserido o paciente, busca identificar e equilibrar seu ritmo
interno, para possibilitar uma melhora", explica. "Um bom exemplo é o que
ocorre com crianças hiperativas, em geral com um ritmo interno bastante
acelerado. Primeiramente, elas são tratadas com músicas em seu próprio
ritmo, para depois, lentamente, ir buscando equilibrar esse som", explica
Maristela. "Assim como em qualquer outro método terapêutico, não há prazo
determinado para o tratamento, que vai depender da resposta do paciente",
ressalta.
Gama de aplicações
Entre as inúmeras aplicações da musicoterapia, destaca-se o trabalho com
pacientes portadores de deficiências físicas, como paralisia e distrofia
muscular progressiva. As deficiências sensoriais (visual e auditiva) e as
síndromes genéticas (Down, Turner e Rett) também contam com essa opção
como tratamento complementar. Distúrbios neurológicos (lesões cerebrais,
dislexias, disfonias, entre outros) e doenças mentais, como esquizofrenia,
autismo infantil, depressões e distúrbio obsessivo compulsivo também podem
se beneficiar com essa terapêutica. "A musicoterapia pode ser aplicada
desde a vida intra-uterina, pois pesquisas provaram que o feto reage ao
som e, por ser estimulado desde cedo, nasce com maior capacidade de
desenvolver seu potencial", afirma Maristela.
As principais pesquisas sobre musicoterapia têm sido feitas em países como
Estados Unidos, França, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Itália e Argentina,
onde o uso terapêutico da música é amplamente difundido. No Brasil, nos
últimos dois anos, os benefícios dessa terapia têm sido mais amplamente
aceitos por fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos.
Sua aplicação tem ocorrido principalmente em entidades que trabalham com
crianças portadoras de deficiência mental, como a Apae (Associação de Pais
e Amigos dos Excepcionais) de Barueri. "Esse trabalho começou a ser
realizado por uma de nossas fisioterapeutas com crianças portadoras de
deficiência mental, visual e auditiva.
"A música relaxa e tranqüiliza as crianças. Vamos usar os recursos da
musicoterapia para trabalhar os processos de linguagem. A percepção
corporal através da dança também fará parte do processo terapêutico. Com
isso, a criança passa a ter contato consigo mesma e com o outro, é uma
forma de integrá-la ao meio", acrescenta a fonoaudióloga Adriana F. de
Souza Aquino, uma das responsáveis pela elaboração do projeto.
Na educação, a musicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento
psicopedagógico e em dinâmica de grupo em sala de aula. É o que vem
ocorrendo com os alunos da Escola Municipal de Educação Especial de
Barueri, voltada para a alfabetização de crianças e adolescentes com
deficiência mental leve e moderada. Desde o início deste ano, a disciplina
Educação Musical passou a contar com recursos de musicoterapia. "Procuro
sociabilizar o grupo através da música. A resposta das crianças é uma
coisa incrível. Dentro de suas capacidades, elas cantam e dançam", explica
Fernanda Rodrigues dos Santos, formada em Educação Artística, com
habilitação em música, e pós-graduada em Musicoterapia.
Em busca da cura
Além da utilização da música como processo terapêutico, há correntes de
estudiosos no assunto que voltam seus interesses para a ação curativa de
determinado som. No livro O Poder Terapêutico da Música, do
norte-americano Randall McClellan, o autor trata os efeitos da música
sobre o indivíduo como um todo. Segundo ele, "toda música pode alterar de
algum modo nosso estado de consciência. O que não foi ainda determinado é
que tipo de música afeta nossa consciência e de que modo e,
particularmente, que tipo de música é mais útil para provocar os estados
mais desejáveis para fins de cura". As indagações de McClellan, doutor em
Filosofia em Composições Musicais pela Eastman School of Music e também
graduado no Cincinnati College Conservatory of Music, têm sido temas de
inúmeras pesquisas realizadas principalmente nos Estados Unidos.
No Brasil, o interesse pelo assunto não é menor. Segundo levantamento
realizado pela Apemesp, o país conta com cerca de 1500 profissionais com
formação em musicoterapia.
Serviço:
Apae - Associação de Pais e Amigos do Excepcional de
Barueri:(0XX11) 7298-5364
Escola Especial de Barueri:(OXX11) 7298-7006
Apemesp - Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia
do Estado de São Paulo: (0XX11) 276-5791
Maristela Pires da Cruz Smith, presidente da Apemesp (Associação
dos Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo).
Visite o
site da Apemesp
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