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MARINA S. RODRIGUES
ALMEIDA
PSICÓLOGA E PSICOPEDAGOGA
marina@iron.com.br
As crianças autistas e psicóticas, hoje como em outras épocas, nos
instigam a pensar e a perceber que não compreendemos o que é a mente, que
o ser não é necessariamente um sujeito de sua própria história. Eles nos
trazem a noticia do inconsciente, a todo momento, e nos mostram a prova de
que não somos senhores em nossa própria casa, nos remetendo à queda de
nosso narcisismo. Como há muita gente que acredita que ao tentar diminuir
as diferenças se tornarão fortes e poderosas a ponto de dominar o mundo.
Acreditamos nos nossos cantinhos da mente que somos o centro do universo.
Esta barreira que determina o que pode passar e o que será excluído do
mundo, então temos a ilusão de conseguiremos a paz.
Encontraremos as pessoas excluídas, hoje temos vários grupos
organizando-se para enfrentar a segregação, como dos portadores de
necessidades especiais, que podem ser os autistas, psicóticos ou mesmo as
pessoas criativas. Neste mundo narcisíco a criatividade é vista como
revolucionária, incomoda, transforma, questiona, porque trás a
flexibilidade, é portanto temida, merecendo a morte muitas vezes.
Esta forma de pensar primitivo está inerente no ser humano, na família,
nas instituições, nos pequenos centros urbanos, nos países em cada um de
nós.
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