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| Ética nas Relações
Humanas |
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Marina S. Rodrigues Almeida
Psicóloga e Psicopedagoga
marina@iron.com.br
Lançando um olhar sobre as crises profundas que desestruturam a sociedade,
constata-se que a violência tanto física como moral, gerada pela
desvalorização à vida, é presença marcante no mundo atual.
O desrespeito aos princípios éticos que guiam e orientam as relações
humanas torna inviável a convivência harmoniosa entre as pessoas.
Consideramos o fato de sermos uma sociedade globalizada, informatizada e
contemporânea, que se apresenta pautada na velocidade, satisfação
imediata, rapidez, agilidade, novidades científicas e tecnológicas a todo
vapor, nos deparamos por outro lado com uma incapacidade humana de
gerenciar , pensar e estabelecer diretrizes para proteção e respeito da
própria raça. Característica esta natural do ser humano, pensante, afetivo
e emocional que precisa de tempo para processar informações, novidades e
se adaptar.
O substantivo feminino ética, do latim ethos (= minha morada). Designa a
reflexão filosófica sobre a moralidade, sobre as regras e códigos morais
que orientam a conduta humana. Na Filosofia, a ética é conceituada pela
elaboração de um sistema de valores e o estabelecimento dos princípios
normativos da conduta humana.
A universalidade, da ética abrange todos os campos da conduta humana ao
longo da história. Uma política que exclui as pessoas, não promove
oportunidades de emprego, de escola, de saúde, de distribuição de renda e
da terra, a maior parte da população não é ética.
Para tentarmos erradicar a miséria e sua conseqüência mais perversa a
violência , a via é dar condições dignas para um ser humano crescer,
desenvolver e ser tratado como gente da raça humana.! Portanto precisa de
pais cuidadores humanos como modelo, de educação, de saúde, de trabalho
uma organização social que permita a cada pessoa viver com dignidade e
exercer conscientemente a cidadania.
As pessoas necessitam ter acesso as informações dos seus direitos e
deveres, informações estas que precisam ser socializadas, pois por
enquanto pertencerem a uma minoria .
Sabemos hoje, que o poder está nas mãos de quem tem a informação mais
atual, podendo assim manipular, persuadir, influenciar, mandar, decidir,
dividir, ou exercer seus direitos e deveres, promover mudanças de forma
conjunta e democrática.
As reformas estruturais necessárias para mudar o rumo do Brasil devem vir
não só de cima, dos governos, das instituições, mas muito da organização e
pressão da sociedade, no sentido de repensar toda a política vigente, que
divide e exclui, ao invés de somar e integrar. Está em nossas mãos!
Neste ano eleitoral, principalmente, cabe uma reflexão sobre ética e
política no conceito amplo, ligado intimamente à cidadania. Porém
precisamos nos mobilizar não só por esta causa, precisamos mantê-la viva,
ter espírito de mudança.
Exercer a democracia não se restringe a votar de quatro em quatro anos,
implica participar ativamente de todas as questões da sociedade, propondo,
cobrando, pressionando, pois elas interferem diretamente na vida de cada
um.
Uma sociedade participativa é ser organizada, é ter poder de voz e voto,
somos um país jovem, e precisamos caminhar para a maturidade, permitir
horizontes melhores para nossos filhos, netos, bisnetos.
Um aprendizado e um exercício de cidadania é freqüentar os Conselhos de
Direitos, os Conselhos Municipais de nossa cidade, chamados de órgãos de
controle social, entendido como controle sobre as ações do Estado pelo
conjunto da sociedade organizada em todos os segmentos sociais, visando o
benefício do conjunto da sociedade.
Nestes locais estão sendo discutidos e decididos questões importantes para
as mudanças sociais, infelizmente ainda pouco freqüentado e representado
por pessoas cidadãs interessadas no bem comum.
Se não aprendermos o que são Direitos Humanos e cidadania, ficará cada vez
mais difícil transformar a revolta, a violência, a crise em uma atitude de
crescimento e mudança pacífica.
Todos nós somos seres políticos e precisamos da ética para promover o bem
comum; ser cidadão com sentimento ético é ter consciência de seus direitos
e deveres.
Dessa interação, instaura-se uma sociedade democrática humanizada,
norteada pelos valores de justiça e solidariedade.
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