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IDEA
(Individuals with Disabilities Education Act) |
A LEI DOS AMERICANOS
PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS
[THE AMERICANS WITH DISABILITIES ACT] (ADA)
De "Acesso e
Oportunidades: Um Guia Para a Conscientização Sobre as Deficiências"
[Access and Opportunities: A Guide to Disability Awareness]
Nas "Conclusões e Finalidades da Lei dos Americanos Portadores de
Deficiências, de 1990 (ADA), o Congresso dos Estados Unidos observa que
as pessoas com deficiências são uma "minoria separada e isolada que tem
sido submetida, sistematicamente, a um tratamento propositadamente
desigual e relegada a uma posição de inferioridade na nossa sociedade."
Além disso, o Congresso descreve a persistente discriminação sofrida por
pessoas com deficiências nas questões referentes ao trabalho, à moradia,
hospedagem e uso de instalações públicas, educação, transporte,
recreação, internação em hospitais e clínicas, atendimento médico,
votação e acesso aos serviços públicos.
O Congresso relatava, naquele documento, que a discriminação sofrida
pelos americanos portadores de deficiências havia tomado muitas formas,
incluindo normas e políticas superprotetoras, segregação ou relegação a
serviços ou programas menores, tendência à exclusão, exclusão
intencional declarada, e uma série de barreiras físicas. A ADA foi
promulgada para fazer frente às principais formas de discriminação e
eliminá-las.
A população de deficientes - quase 54 milhões de pessoas - é o maior e
mais diverso grupo minoritário nos Estados Unidos, ultrapassando os
idosos e os afro-americanos. De modo geral, as pessoas com deficiências
são mais velhas, mais pobres, têm menos escolaridade e menos empregos do
que as pessoas que não possuem deficiências. A deficiência propriamente
dita não discrimina; ela afeta todos os segmentos raciais e econômicos
da sociedade.
Para ter direito às proteções proporcionadas pela ADA, uma pessoa deve
preencher pelo menos uma destas três condições:
Ela deve ter uma limitação de ordem física ou mental que limite de
maneira substancial uma ou mais de uma atividade principal da vida, como
a audição, a visão, a locomoção, a respiração ou a fala.
Ela deve ter um histórico de limitação substancial a uma das principais
atividades da vida, como é o caso de uma pessoa que se recuperou do
câncer ou um indivíduo que, anteriormente, tenha sido caracterizado como
portador de uma dificuldade de aprendizado.
Ela deve ser percebida como portadora de uma condição que limite, de
maneira substancial, as suas atividades, mas que na verdade não seja
muito prejudicial, como alta pressão arterial controlada; ou que não
cause limitações substanciais, como uma cicatriz na face ou o corpo ou
parte dele desfigurado.
Essa definição é abrangente por princípio. O Congresso optou por não
criar uma lista de deficiências que tivesse o objetivo de enquadrar as
pessoas na ADA.
Emprego
As disposições da ADA referentes a emprego proíbem a discriminação
em todas as práticas e atividades referentes ao trabalho. Essas
disposições têm suas raízes na história legislativa da Lei de
Reabilitação de 1973 [1973 Rehabilitation Act], mas têm um alcance muito
maior. A ADA determina que todas as decisões referentes ao emprego sejam
feitas sem referência à existência ou à conseqüência de deficiências.
Essa proibição se aplica não somente à admissão, mas a todos os aspectos
do processo referente ao emprego, incluindo: testes, atribuição de
funções, avaliação, ações disciplinares, treinamento, demissão,
indenização e administração de licenças e benefícios.
Os empregadores devem proporcionar as adaptações razoáveis para os
trabalhadores com deficiências, desde que tais adaptações não resultem
em uma situação desfavorável, como dificuldade ou despesa significativa
para a empresa de modo geral. O termo "adaptações razoáveis" pode
incluir providências para que o local de trabalho se torne fisicamente
acessível; aquisição ou modificação de equipamentos ou dispositivos;
reestruturação da função ou modificação da programação de trabalho;
ajuste ou modificação de materiais ou políticas de treinamento; e a
disponibilização de leitores ou intérpretes qualificados.
Os empregadores não precisam baixar os padrões de qualidade e nem de
quantidade como forma de adaptação. Além disso, eles não são obrigados a
fazer as modificações necessárias para se adaptarem a deficiências de
que não estiverem cientes. Se um indivíduo não solicitar uma adaptação,
um empregador não é obrigado a fazê-la.
As disposições da ADA referentes a emprego entraram em vigor em julho de
1992, mas os níveis de emprego de pessoas com deficiências têm
permanecido sistematicamente baixos desde então. Em 1995, somente 28 por
cento de todas as pessoas deficientes, em idade produtiva, que não se
encontravam internadas em hospitais ou clínicas estavam empregadas, em
comparação com 75 por cento dos americanos em idade produtiva e que não
são portadores de deficiências.
Barreiras Arquitetônicas e de Comunicação
A ADA reconhece que uma barreira significativa à inclusão é o acesso
aos lugares onde os serviços são prestados, assim como a movimentação
dentro desses lugares. A dificuldade de acesso afeta toda a comunidade -
não apenas as pessoas com deficiências, mas também outras, como as
mulheres grávidas e os idosos. Uma disposição da ADA determina que a
discriminação inclui a não remoção de barreiras arquitetônicas ou de
comunicação nas instalações existentes se tal remoção puder ser feita
prontamente - isto é, sem muita dificuldade ou sem um custo muito
elevado. Os exemplos incluem a instalação de "barras de apoio" em
instalações sanitárias, o rebaixamento de telefones públicos ou o
acréscimo de inscrições em Braille aos botões de controle dos
elevadores.
Caso uma barreira não possa ser removida prontamente, deve-se tentar
proporcionar métodos diferentes para os serviços ou programas - como
conseguir ajuda para retirar itens de locais inacessíveis. A ADA
estabelece um padrão muito mais elevado de acessibilidade para as novas
construções e grandes alterações nas instalações, porque é muito mais
barato fazer com que a acessibilidade faça parte de uma nova obra desde
a fase de projeto.
Discriminação e Outras Barreiras
As pessoas que criaram a ADA certamente reconheceram que alguns dos
mais sérios impedimentos ao acesso para pessoas com deficiências não são
problemas que podem ser resolvidos apenas pelos arquitetos. Há também
problemas de atitude. Uma barreira causada pela atitude é definida como
uma maneira de pensar ou sentir que resulta em um comportamento que
limita o potencial das pessoas com deficiência de agirem de forma
independente.
Muitas pesquisas têm demonstrado que uma pequena porcentagem das pessoas
tem atitudes abertamente negativas em relação às pessoas com
deficiências; essas atitudes são associadas ao preconceito, ao medo, à
ignorância, falta de sensibilidade, discriminação, aversão ou ares de
superioridade. Essas pessoas acreditam na maioria dos mitos a respeito
das deficiências, apesar da existência de provas documentais que
desmentem tais mitos. A grande maioria dos americanos não tem uma
atitude positiva nem negativa em relação às pessoas com deficiências.
Sua reação, em geral, é a indiferença. Eles preferem não pensar no
assunto.
Para superar essas barreiras de atitude, é importante que as pessoas se
eduquem no que diz respeito à questão da deficiência, e que participem
de programas comunitários que incluam pessoas com todos os tipos de
formação.
Realizações da ADA
A promulgação da ADA trouxe consigo a promessa de maior acesso aos
espaços públicos, maiores e melhores oportunidades de emprego, e a
oportunidade de participar de maneira mais completa das principais das
atividades na vida da comunidade. Os defensores da lei vislumbraram um
mundo no qual os centros das artes cênicas, os museus, os parques
públicos e os centros de recreação seriam projetados ou adaptados para
que todos os pudessem freqüentar, um mundo no qual os usuários de
cadeiras de rodas pudessem se movimentar livremente e no qual a
tecnologia colocaria as imagens e os sons da comunidade ao alcance de
todos os moradores.
As mudanças no meio artístico em Washington, D.C., são um exemplo do que
aconteceu nos Estados Unidos durante a década de 90. No Centro John F.
Kennedy de Artes Cênicas [The John F. Kennedy Center for the Performing
Arts], a disponibilidade de tecnologia para prestar assistência aos
freqüentadores com problemas específicos de visão e audição fez com que
a freqüência de deficientes aumentasse em mais de 400 por cento. Todas
as publicações do Kennedy Center incluem uma programação de espetáculos
apresentados em linguagem de sinais (para deficientes auditivos).
Dispositivos que proporcionam melhor audição, cadeiras situadas em
locais de fácil acesso, serviços de descrição por meio de áudio, e
melhor sinalização interna, para facilitar a circulação do público,
fizeram com que o Centro se tornasse uma casa de espetáculos muito mais
acolhedora. O Arena Stage, um dos maiores teatros na capital dos Estados
Unidos, já era um local de fácil acesso para pessoas com deficiências
muito antes da promulgação da ADA. Esse teatro, assim como outras casas
de espetáculos e instituições do meio artístico, continua a encontrar
maneiras de auxiliar os freqüentadores que possuem deficiências, para
que o fato de as pessoas serem bem recebidas e usufruírem de adaptações
adequadas seja a norma, e não a exceção.
Graças à ADA, a paisagem física dos Estados Unidos agora possui guias
rebaixadas, sistemas aperfeiçoados de som e iluminação, portas mais
largas, instalações sanitárias públicas mais espaçosas, e documentos e
placas com tipos [tamanhos de letras] maiores. Apesar dos receios quanto
ao custo e aos inconvenientes, que causaram uma demora considerável na
promulgação da lei, uma pesquisa Harris de opinião confirma que 70 por
cento dos americanos não vêm motivo para revogar nenhuma das disposições
da lei.

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Veja também: |
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Educação - Legislação americana de direito à educação para
deficientes. |
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Texto Integral |
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Texto Comentado |
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