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Meu nome é Monica
Cristina, tenho um filho autista que se chama Julio Matheus, e tem 4 anos,
descobri que meu menino tem esse problema em março do ano passado, foi
muito ruim pois eu não esperava que fosse uma coisa assim.
Desde que Julio Matheus nasceu eu notava que ele era diferente pois ele
não chorava muito, o tempo foi passando e eu um dia comprei um brinquedo
para ele e este não pegou no brinquedo, ele tinha na época 4 meses eu
achei estranho pois as crianças em geral pegam nos brinquedos ate com 2
meses mas ele não.
E o tempo passou , minha sogra sempre me alertando para que eu levasse
Julio Matheus a um medico pois ela achava muito estranho o seu
comportamento ele engatinhou com 11 meses e arrastando a barriga, quase
não falava nada era difícil de entender o que ele falava, andou com 1 ano
e 2 meses, quando ele estava com 2 anos eu o coloquei em uma escolinha até
aí eu achava que ele era normal mas sempre notando que tinha algo de
errado com ele porque ele não se comportava como as outras crianças.
Um dia a professora da escolinha me perguntou se ele tinha problemas de
audição eu respondi que não, pois ele me ouvia. Ela então me falou que
sempre o chamava mas ele não a olhava e nem respondia, ela falou para eu
leva-lo a um psicólogo. Eu o levei a uma doutora, esta me disse que o
problema dele era manha mas eu sabia que não era isso.
O tempo passou e no ano seguinte eu o coloquei em outra escola, eu estava
super contente pois ele estava em uma escola legal que tinha aula de
inglês. Mas um dia a professora falou que queria ter um conversa comigo,
eu fiquei super preocupada com isso, ai ela me disse que Julio Matheus era
muito diferente pois não se comunicava e nem brincava com as crianças.
Mandou que eu levasse ele a um medico.
Eu o levei a um neurologista aí é que começou o meu drama, ele me disse
logo de cara, seu filho é um autista. Eu queria morrer no momento me
indicou uma avaliação com uma psiquiatra infantil. Esta falou tantas
coisas bárbaras sobre um autista que eu e meu marido saímos do consultório
dela mas arrasados do que antes. Tipo que um autista nunca vai fazer nada
só, que ele vai depender de mim para o resto da vida vocês imaginam como
me senti. Ele teve que sair da escola que estava, lá eles me falaram que
não podiam ficar com ele, pois não sabiam lidar com uma criança especial
fiquei uma fera, mas tirei meu menino de lá.
Ele começou um tratamento em um instituto perto da minha casa
mas ficou so 2 meses pois a psicóloga adoeceu e não tinham outra para
colocar no lugar, ai eu comecei a pesquisar na Internet onde eu poderia
levar meu filho, mandei um E-mail para a ama explicando minha situação,
eles me responderam graças a deus e me deram o endereço da APAE, liguei
para lá e consegui tratamento para meu filho na APAE, ele já está lá há 8
meses e já vejo muitas melhoras nele já fala bastante esta aprendendo
muito com os profissionais da APAE é um lugar muito abençoado por deus.
Monica Cristina Pereira da Silva
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