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Adriano Oliveira
(por sua prima Rosana Oliveira)
 

Inicia assim:
Minha mãe (24 anos) moça de fazenda, sem instrução vem para cidade e casa-se com meu pai homem fazendeiro, com muito dinheiro, viúvo, eu sou a única filha do casal.


1ª ETAPA: Família paterna:
Meu pai (falecido) quando casou-se com minha mãe já não possuía nenhum bem, pois já estava tudo em nome de seus 7 filhos com a primeira mulher (que também era de muito dinheiro).

Sempre houve uma distância dos filhos de meu pai com minha mãe até mesmo pela cultura que eles tem e ela não. São 5 ( 01 falecida) mulheres e 2 homens, todos com nível superior. As mulheres 3 eram casadas com militares e 2 com empresários, 01 homem casado e tabelião em Itaguaí / RJ, o outro solteiro economista aposentado , todos muito bem de vida, mas tudo de bom que proporcionam para min é na casa deles nunca me deram suporte para arrumar uma casa melhor, nunca convidam minha mãe para nada e quando ela pede alguma coisa para eles você não imaginam como falam na minha cabeça, a minha filha também era beneficiada até um dia que ela bateu boca com a minha irmã (65 anos) a mais poderosa e que mais nos proporcionava viagens , passeios, saídas a restaurantes, Hoje só eu tenho as regalias.. Cabe ressaltar que uma das filhas mais nova de meu pai regulava de idade com minha mãe. Meus sobrinhos a maioria mais velhos que eu.

Sempre houve muito conflito entre meus irmãos e minha mãe, como eu era pequena sempre estava do lado dela. Eles não a ajudavam em nada. Nunca entendi bem isso. Só fui entender depois de adulta. Minha mãe tem uma personalidade terrível.

Meu pai faleceu de câncer de intestino em 1980, já estava com 68 anos eu tinha apenas 13 anos.

Sempre tive vida de pessoa de bem, escola particular, casa boa, comida boa tudo do bom e do melhor.

Assim que meu pai faleceu 19/06/80. Meu irmão solteiro que naquela época morava junto conosco, pediu que minha mãe desocupasse a casa , porque eles iam vender a casa , e a casa era herança da mãe dele. Tudo que tinha dentro eram móveis antigos realmente do 1º casamento do meu pai.

Naquele momento foi terrível. Saímos da casa com a roupa do corpo e algumas ferramentas de carpintaria que o meu pai tinha no quintal, ainda assim escondido porque meu irmão não nos deixou levar nada. Como disse eu era pequena (13 anos) fiquei contra tudo e todos. Fomos para uma casa, que foi a única coisa que meu pai construiu depois que se casou com minha mãe.

A casa é bem próxima onde morávamos. Acontece que quando chegamos lá a chuva que passava na rua passava dentro de casa, gotejava em tudo, passamos por dificuldades que se contar ninguém acredita, lá eu conheci até a fome, a falta das coisas.

Quando cheguei na 8ª série do ensino fundamental eles disseram que não pagariam mais minhas mensalidades, que eu fosse estudar em escola pública, mais revolta...
Lá eu e minha mãe passamos por dificuldades que quando penso, levanto a mão a DEUS e agradeço , hoje venci.


2ª ETAPA : Meu casamento:
Com 14 anos eu estava numa rebeldia, te confesso que não me lembro bem de detalhes. Naquela época não se podia namorar como hoje. Então quando conversamos muito ou estávamos em constante com um certo menino se dizia namoro, mesmo porque minha mãe sempre foi muito severa e fazia escândalos se visse qualquer coisa que não a agradasse, nesse ponto eu respeitava muito pois tinha vergonha. Então meu primeiro namorado em casa de verdade foi com o qual me casei. Namorei um ano, noivei um ano, e no outro estava casada. Casada ao dezesseis anos. Ele não tinha nada, quando casamos ele estava saindo do serviço militar. Fiquei morando na casa da minha mãe. Como lá haviam dois cômodos repartidos, dividimos eu morava de um lado e ela de outro.  Vivemos mais ou menos dois anos juntos, a mãe dele nos ajudava com compras e minha mãe me dava tudo que podia. Final de casamento. No último ano casada ele conseguiu um bom trabalho, em indústria, a vida estava começando a melhorar (as dificuldades), por que o relacionamento já começava a desgastar.  Engravidei, nada planejado. No final da minha gravidez o casamento estava desabado, muitas discussões, brigas etc....     A minha filha nasceu 15/11/1986, no batizado dela em fevereiro/87 ele nos acompanhou na igreja, a mãe dele ofereceu um almoço na casa dela para os padrinhos, fomos , voltou para casa eu a minha filha e a minha mãe. Ele não voltou mais. Voltou um dia para pegar suas roupas. Não houve volta de jeito algum, decisão minha. Motivo: ele já estava envolvido com uma funcionária da indústria em que trabalhava e a mulher já estava grávida.

Dei um mês para ele entrar com a separação, ele não entrou, eu entrei com abandono de lar. Mas nunca consegui nada dele em dinheiro. Ele sempre fugiu da obrigação das pensões.  Por fim tive que renunciar a minha pensão para sair o divórcio mais rápido.

Nesta época minha mãe foi trabalhar de empregada doméstica no Rio de Janeiro, para nos sustentar. Voltou e veio me ajudar, eu tinha 19 anos. Saí para a luta e estou até hoje.
Ressalto que já consegui fazer algumas melhorias na casa, mas continuamos com o problema das águas.


3ª ETAPA : Os problemas de saúde:
Primeiro veio o problema da minha mãe, foi descoberto um caroço no seio do lado direito c o câncer era do lado esquerdo. Nesta época eu trabalhava na Santa Casa.  Teve que tirar o grande peitoral esquerdo todo. O tratamento de quimioterapia era feito na capital, quando ela voltava , passava a noite inteira sem dormir, vomitava a noite toda, ninguém dormia.
No ano passado 2002 minha passou por uma crise de Hipertensão e teve uma isquemia passei uma semana no hospital com ela, cuidando do Adriano em casa e trabalhando.


NUNCA PUDEMOS CONTAR COM NINGUÉM DA FAMÍLIA PARA NADA.
Com dois anos de idade descobri que minha filha (Nathália) estava com vitiligo, o que sempre foi agravado por problemas e situações que vivíamos. Uma luta para tratar, não conseguia tratamento para ela, e o tempo foi passando. Quando ela estava com 5 anos descobri um tratamento nesta época já trabalhava em outro lugar , a dona da empresa importava a Melanina e me dava. Apareceram tantas dificuldades, não conseguia ninguém para fazer o tratamento, não podia deixar de trabalhar e outros. Descobri tratamento no Fundão/RJ, passei a noite na fila até conseguir uma matrícula para ela. Em vão não tinha quem cuidasse dela com os remédios, e este remédio se não usasse direito causava queimaduras horríveis, o que aconteceu muitas vezes. Hoje ela está de licença no tratamento, chegou a pré-adolescência e ela optou por não tratar mais por enquanto. Atualmente nem sei mais o que pensa do tratamento.

Minha mãe nunca teve muita responsabilidade nestes pontos. Tanto com ela como com qualquer uma de nós.


4ª ETAPA: A família da minha mãe:
Minha avó – viúva (falecida) teve 31 filhos. Veio para cidade com 19 filhos.
1) Luci – minha mãe – viúva (01 filha)
2) Lucília – separada (03 filhos - estudantes universitários)
3) Lúcia – casada – mas humilde (04 filhos – nenhum com colocação)
4) Lígia – casada (02 filhos bem colocados)
5) Luciana – casada com Cel.– a mais velha (70a) a melhor de vida, uma vez no ano ela vem a Resende e contribui com R$100,00(04 filhos, 01 Empresário, 01 Engº , 01 bancário e 01 bem colocada).
6) Maria Aparecida – viúva – mas estabilizada (2 filhos – 01 bem colocado, 01 filha Cel. Militar, inclusive é madrinha do Adriano e nos nega ajuda)
7) Maria das Graças – amasiada (04 filhos)
8) Maria Luiza (falecida)
9) Maria José (a única solteira)
10) Geraldo – casado – ( o mais humilde de todos) (03 filhos menores e 01 maior)
11) Sebastião (falecido)- (trabalhador e super bem de vida mas nunca ajudou a família) (02 filhos bem colocados)
12) Alfredo – casado(04 filhos- 02 deles são os que quando podem nos ajudam)
13) Manoel – viúvo (03 filhos – não sabemos muito é distanciado)
14) Aurélio – casado (02 filhos bem colocados – É padrinho do Adriano não
nos ajuda em nada)
15) Idelfonso (falecido) (05 filhos)
16) José (falecido) (05 filhos)
17) João – separado (02 filhos)
18) Deusdeti (falecido) – Pai do Adriano (05 filhos – 01 falecida do 1º casamento, e 01 que não é dele mas ele arrumou uma mulher que já estava grávida para morar com ele , e ele registrou a menina deve estar com 08 anos.
19) Manoel (falecido) – filho de criação (10 filhos)

Daí eu acho que consegue tirar uma conclusão mais ou menos de como é a situação. Nenhum dos meus tios tem instrução escolar, só sabem assinar, ler e fazer contas. As tias algumas tem o colegial, as outras na mesma situação dos meus tios. Todos antiquados.


5ª ETAPA : O pai do Adriano:
O pai do Adriano sempre foi muito trabalhador como alguns dos outros tios. Casou-se aqui em Resende, mas seu casamento não deu certo. Meus tios sempre foram muitos grosseiros, batiam em suas mulheres. Desse 1º casamento ele teve uma filha ( que faleceu de negligência na hora do parto, devia estar com 25 anos, ele já havia falecido quando aconteceu).

Depois que separou foi-se embora da cidade a trabalho numa dessas construtoras ( a que construiu a Itaipú) , ficou muitos anos fora. Um dia ele voltou, num carro zero, com uma mulher da cidade que ele morava, 02 filhos pequenos e um para nascer ( que era o Adriano). Estava com dinheiro. Viveu bem por pouco tempo. Não tinha a cabeça para o futuro, começou a gastar em bailes e mulheres. Acabou tudo até o carro ele vendeu. Foi morar numa fazenda, ser retireiro, lá foi a infância do Adriano. Sempre como falei foi grosseiro com a mulher. Quando íamos lá sempre vimos o Adriano no quarto, sozinho, peladinho só de camisa e com uma colher na mão. Sempre alguém cobrava dele uma atitude deste comportamento, mas nunca ligou. O tempo passou. A mulher dele de tanto apanhar fugiu de casa com uma pessoa mais velha que ela, mas que tinha muito ciúme dela, e um dia ele desconfiou dela e a matou a facadas.

Marcos seu filho mais velho (maior) com um problema raro na vista irreversível, foi estudar no Benjamin Constant/RJ, arrumado pela Prefeitura, como não havia meios para o menino vir aos finais de semana ele foi ficando para lá , de favor na casa de pais de alunos do próprio Instituto. Um belo dia ele infringe as normas da Escola e começa a namorar uma interna e é excluído. Mas não voltou para cá ficou na casa de pessoas que ele conheceu por lá, não sabemos de seu paradeiro. A madrinha do Adriano é quem sabe onde ele fica. Mas sabemos que terminou os estudos e agora está na faculdade, mas nunca vem a Resende nem mesmo ver os irmãos.

O filho do meio Eviláceo (maior), sempre teve problemas de conduta. Hoje envolvido em muitas situações erradas, sempre fica preso, usuário de drogas. Tivemos muitos problemas com ele pois queria cuidar do Adriano, por causa do Benefício do INSS. Ele nos ameaçou de morte, tem processo em aberto até hoje. Minha mãe tirou o Adriano de lá porque chegava denúncias de vizinhos no Conselho Tutelar que o Adriano ficava sem comer, sem tomar banho, no lado de fora da casa (sol e chuva), que ele fazia reunião com usuários de drogas e violentavam o Adriano, que torturavam com choque na geladeira e outras coisas mais.
O pai do Adriano faleceu em 1998.

Quando minha mãe levou o Adriano para nossa casa, te confesso foi uma tortura enorme para min. Ele era simplesmente um animalzinho, avançava na gente, quebrava copo, prato tudo de vidro que encontrava, sem contar óculos , não podia ver ninguém com óculos que avançava e quebrava, na rua era terrível de repente ele saía correndo e quebrava porta de casa dos outros, pára-brisa de carro, cortava a mão dele toda, mas custou a perder esta mania. Não obedecia ninguém.

Com muito jeito (que sabe que a minha mãe não tem, aos berros e uma varinha na mão ) ele aprendeu a respeitá-la em termos. O que tivesse de comer em lugar de fácil acesso ele comia tudo, só não mexe na geladeira porque tem medo. Lâmpada , não sobrava uma , ele jogava o que tivesse pela frente até quebrar. Como disse lá onde mora a minha mãe não é bem uma casa então é tudo de improviso, ela começou a dormir com o Adriano no quartinho da minha filha, depois de muita briga saiu. Hoje dorme numa área da casa ela e ele, pois só dorme se ela estiver ao lado. Minha mãe não tem noção, sai pela redondeza, deixa ele só em casa, ele não anda a pé de jeito nenhum, só sai se for de ônibus.

Todos se afastaram de nós, e nem mesmo gostam de receber minha mãe em suas casas por causa do Adriano.

Nesta época passávamos por um conflito horrível, pois ela tinha um namorado mais novo que ela , mas que bebia cachaça e chegava alcoolizado, mantinha relações com ele sem ter condições de separação a casa, tinha dia que a família dele estava toda em casa sem nem ter lugar para dormir, era horrível, ela custou entender que estava errada, fiquei muito tempo sem falar com ela.

Foi (2001) quando passei mal e fui para o hospital (SUS) desenganada e quase morri, foi que ela apareceu para me ajudar e pedir desculpas por tudo que já tínhamos brigado. Fiquei no CTI , fui operada e hoje estou aqui com saúde graças a DEUS.

Buscamos tratamento para Adriano na rede pública em Resende e não conseguimos. Pagava consulta com um psiquiatra, foi quem iniciou com tratamento com remédios para conter o Adriano. Inclusive ele teve uma internação de 15 dias no manicômio aqui perto de Resende em Quatis (Clínica Vale do Paraíba), porque ficou muito agressivo e não conseguimos contê-lo, liguei para o psiquiatra e ele me orientou deixar ele lá por 15 dias que voltaria melhor. Ligava todos os dias para a Clínica. Quando completou os 15dias arrumei um carro e minha mãe foi visitá-lo com uma tia. Voltou quase morrendo de chorar, disse que o Adriano estava péssimo. Na mesma hora acionei um carro de um amigo e fui retirá-lo, a cena era terrível. Quase morri de chorar e arrependimento, se é uma coisa que tenho dor e muita até hoje é esta. Quando trouxeram ele, veio descalça, com roupa toda rasgada, língua do lado de fora, olhos lá no fundo, nariz escorrendo, nem piscava, com um mau cheiro, todo sujo, unhas enormes, não quero jamais isto para ninguém, roubaram tudo dele dentro da clínica.  Assinei o termo e o levei para nunca mais deixar na mão de ninguém.

Agora realmente o comportamento dele mudou muito, ficou mais calmo. Ele passou uma semana dormindo não estava atendendo quando chamava para papá (almoçar), estranhei, quando fui ver ele estava com muita febre, levei no meu médico de confiança que dá plantão no Hospital do SUS (Dr. Nilson) inclusive tem o maior carinho com ele, teve de internar , pneumonia, passei uma semana todas as noites com ele, minha ficava de dia por causa do meu trabalho, ma correu tudo bem. Os remédios, consigo receitas controladas com médicos que me conhecem há muito tempo, já estão acostumados comigo. Nós ensinamos ele algumas palavras, que ele balbucia. Mas algumas vezes entra em crise surra a minha mãe, quebra o que acha de vidro. Atualmente comprei copo e prato de plástico.

O benefício dele era voltado para as despesas dele no geral.  Eu compro roupas e calçados , as vezes ganho de algum amigo camisas e bermudas.

Consigo uma cesta básica de uma amiga, e tenho uma da prefeitura que também dou a ela.

Estávamos conseguindo levar a vida sem problemas mas a diferença do benefício pesou. Minha mãe perdeu a visão em janeiro deste ano. Minha filha está com 16 anos completa 17 em 15/11, passa por uma crise de rebeldia terrível, vivia fugindo e dizia que ia embora. Então resolvi sair de casa, pois prefiro ela em casa que pela rua na casa dos outros ( Tudo começou quando completou 15 anos, que o pai reapareceu e ela foi passar um dia com ele, coisa que ele nunca fez, nunca desejou Feliz aniversário, natal nada, e aí encheu a cabeça dela e ficou desse jeito, sem contar que a pensão dela é de R$36,00. Mais as companhias que infelizmente fugiu do meu controle, minha mãe sempre foi omissa nesta situação – superprotegia a neta). Minha filha fala para todo mundo que me odeia, não fala comigo, nem me olha, que não tem mãe, passo muita tristeza por isso, mas enfim tenho que viver. Já tentamos de tudo Conselho Tutelar (trabalhei 6 anos nesta área), Juiz da Adolescência, cheguei a conclusão que ela mesmo terá que enxergar o que está fazendo, chegou a tal ponto dela falar na frente do Juiz que eu é que era louca que quem precisava de psicólogo era eu, porque muitas vezes nos conflitos discutíamos porque ela gritava eu gritava mais alto ainda até fazer ela baixar a voz, e minha mãe sempre do lado dela, porque ela ameaçava fugir de casa.

Olha que diante de tudo que já passei , resolvi voltar estudar , já havia feito normal e parei, contabilidade e parei, depois de 16 anos resolvi voltar estudar, não tinha aqui em Resende pela rede pública consegui em Volta Redonda ( Há uma hora daqui) fiz um supletivo de Formação Geral pelo estado e ônibus pelo estado também, me formei em julho/2003, minha formatura é em Dezembro/03. Fiz o vestibular fome zero daqui da Estácio de Resende , única que tem Direito, passei, mas infelizmente não pude entrar. A mensalidade mesmo com a bolsa da Prefeitura fica muito alta R$290,00. Mas não vou desistir, vou juntar o valo de 3 mensalidades para poder solicitar o FIES da caixa, então se Deus quiser conseguirei, ficará 30% para eu pagar que são R$170,00 mas a Prefeitura pode me dar de bolsa. Pensei que entraria neste próximo semestre Jan/2004, mas já houve outro imprevisto que não contava , que infelizmente não conseguirei. Mas não desistirei. Este detalhe eu conto noutra hora.

Se eu não detalhasse vocês não iriam me entender.


ROSANA MACHADO DE OLIVEIRA – 35 anos
E-mail
Telefone: (24) 9291-6764 – 02/11/2003

 
 

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Atualizado em: July, 2006