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Luquinhas Machado
(por seus pais Antonio Machado Filho e Francisca de Moraes Machado)
 
   
Conheçam um pouco a vida do nosso Lucas.

    Março de 1991. Nasceu Lucas de Moraes Machado. A vinda de um filho sempre traz esperanças para os pais de ter seus sonhos realizados. Nos primeiros meses, uma forte bronquite trouxe-nos preocupações, mas logo descobri que se tratava de alergia ao forte tratamento dado a água. A partir daí, ele passou a somente beber água mineral, ficando livre da medicação e se tornando forte e saudável.

        A partir da festa do primeiro aniversário, passamos a notar que Lucas não fixava atenção naquilo que falávamos e, em conseqüência, tinha dificuldades de aprender suas primeiras palavras. Indagamos ao pediatra e ele falou que uma criança nunca é igual a outra e era melhor aguardar mais um pouco. Mas, sabendo da problemática do autismo através do filme "Meu Filho, Meu Mundo", resolvemos realizar uma série de exames.

         Com dois anos e meio, ao fazer o BERA, uma audiometria mais aprofundada, ele teve um trauma e praticamente emudeceu, deixando de falar seu reduzido vocabulário. Foi quando os traços do autismo tornaram-se mais visíveis.

        Terapias diversas, como eqüoterapia e natação, são positivas para fazer o autista retornar ao nosso mundo. Mas, o que notamos, nesses anos de convivência com o Lucas, é sua extrema agressividade, sem uma razão aparente,  que acabava prejudicando todos os nossos esforços. Ao lermos sobre distúrbios gastrintestinais em autistas descobrimos que, em grande parte, seu nervosismo era decorrente de fortes dores, provocadas por este mal. Pela teoria, estes distúrbios são provocados quando o autista come alimentos que contém glúten (encontrado em certos grãos como o trigo) e a caseína (encontrado no leite e derivados). Na prática, ao evitarmos que Lucas consumisse tais alimentos, ele passou a não sentir mais dores, tornando-se mais receptivo para assimilar novos ensinamentos.

        Uma  fator importante, para evolução dos nossos filhos autistas, é a harmonia no lar, um tanto difícil nos dias conturbados de hoje. Um mínimo sinal de desajuste é logo captado por estas crianças e, quando isto acontece, elas caem em profunda depressão. A depressão pode também ser em conseqüência da enorme dificuldade que tem o autista para se comunicar, gerando uma tristeza profunda e, por fim, a desistência de aprender.

        Resolvemos dar este depoimento porque é  fundamental dividirmos nossas experiências.

       De Antonio Machado Filho e Francisca de Moraes Machado, pais de Lucas.



 
Conheça o web site do Luquinhas Machado
Para contato escreva para Antonio Machado Filho
 

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Atualizado em: July, 2006