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Educação Física |
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| Natação |
| Autor: Prof. Deivson
Silva -
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Meu nome e Deivson Siqueira
Silva, sou formado em Educação Física pela Universidade Católica de
Salvador, Bahia. Estou morando no Reino Unido ha quase 07(sete) anos e ha
05(cinco) ensino natação. Meu interesse por autistas começou ha três anos
atras quando ainda em Londres fui perguntado por uma baba se poderia
ensinar um menino chamado Bertie que ela tomava conta. Minha primeira
resposta foi "Nunca ensinei ninguém com essa característica, não tenho
nenhuma experiência, desculpe mas a resposta e não". Depois fiz a
pergunta,"Por que eu?", ai ela me respondeu:" Vejo você com as crianças e
você tem uma paciência incrível é isso que Bertie precisa." Depois da
explicação dada por ela, resolvi aceitar.
Em duas semanas Bertie, que tinha 09 anos na época, estava lá pronto para
cair na água e sorrindo. Eu pelo outro lado, preocupadissimo e nervoso.
Tudo me passou pela cabeça, e se ele não me entender! E se acontecer algo
que nunca vi! Bom, na minha primeira aula comecei a fazer com que ele
gostasse de mim. Sempre fazia brincadeiras para que ele começasse a gostar
de mim. Não fiz nada de anormal, nada de natação mesmo, foi uma aula de
relaxamento, para ele e para mim.
Como o método que ensinamos aqui a criança tem aula somente uma vez por
semana e por meia hora, tinha que ser bem marcante para que ele gostasse e
quisesse voltar, e o mais importante, não esquecesse de mim. Semanas
passaram e percebi que para Bertie concentrar ele tinha que fazer
exercícios relacionado com algo. Ele adorava números, então o que fiz,
quando pedia para ele fizesse o nado de costas eu sempre pedia para ele
contar quantas braçadas ele fazia ate cruzar a piscina. E deu certo, ele
concentrava nos números e fazia os braços.
Quando chegou no nado livre, foi um pouco mais difícil, porque água e
relaxante, e para todo mundo a água faz com que a concentração seja vaga,
imagine com altista? Então pedi para ele contar os peixes "imaginários"
que tinha no fundo da piscina e ele começou a fazer algo em termos de nado
livre, ai não pude ensinar mas em Londres e fui transferido para Edimburgo
na Escócia. Essa etapa durou três meses e meio e Bertie teve uma grande
evolução. Saímos felizes, não só eu como Bertie e sua família.
Chegando na Escócia, deparei com outros autistas. Um chamado Rannoch, 07
anos e outro Alaistar, 06 anos. Eles são completamente diferente. Rannoch
e mais serio e esta sempre no mundo dele, sempre chamo a sua atenção
quando quero que ele faca algo, mas no final ele faz. Alaistar e
completamente o contrario, esta sempre brincando e nunca presta atenção, e
muito divertido.
Conseqüência, Rannoch começou as aulas completamente amedrontado, nem
colocava a cabeça dentro d'água. Agora depois de um ano ele já nada ate no
fundo, não perfeitamente e claro, mas muito bem para as suas
possibilidades.
Alaistar por sua vez também nada no fundo só mas não tem nenhuma
coordenação. Mas se comparar a um ano atras ele evoluiu muito.
Com esses dois últimos, eu tento fazer com que eles adorem a água. Eu
canto, danço e sempre estou com eles na piscina ajudando no que for
preciso.
O que queria passar com a minha experiência e que o professor não precisa
somente ter cursos na área de autismo e sim muita paciência e gostar do
que faz e de crianças e claro. Por aqui como o Inglês não e a minha
primeira língua, no começo tem uma dificuldade, mas depois a criança se
acostuma com o sotaque e se diverte como ninguém.
Acho também que o esporte e muito importante para o Altista, inclusive a
natação. POR QUE? Porque com a atividade física e o convívio com o mundo
exterior, eles os autistas, estarão de uma maneira ou de outra, a
concentrar em algo, não ficam limitado ao mundo deles, e que para chegar
em algum nível de aprendizagem, eles precisam participar de outro mundo
que não seja o deles. E a natação por ser num ambiente completamente
diferente do normal, a concentração deve ser dobrada ajudando assim num
maior desenvolvimento físico e mental.
Aqui termino minha experiência com os Autistas, que para mim são
indivíduos fascinantes que precisam de muita compreensão e ajuda. Espero
que com essa pequena historia eu possa ajudar aqueles que precisam e
espero também abrir ainda mais as direções de estudos a serem implantados.
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| Prof. Deivson Silva -
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